A confiança que transmitimos aos outros é adquirida dia após dia.
Fico muito satisfeito em saber que existe muita gente que confia em mim. Trabalhei, e ainda trabalho, para dar o meu melhor e exprimir essa confiança que todos queremos sentir dos que estão ao nosso lado.
Fico honrado quando dizem que sou alguém confiável. Alguém em que se pode, por exemplo, deixar o bem mais precioso de uma vida - não me refiro a bens materiais.
Nossos filhos, ou futuros filhos, são os que mais protegemos. Se pudéssemos, os colocaríamos numa cápsula para que ninguém lhes fizesse mal.
Então, descobrimos que isso é impossível e que vamos ter de nos acostumar a vê-los sair com os amigos para o shopping, jogar bola no centro da cidade, pegar ônibus. Então veremos que isso é só o começo, porque um dia eles pedirão o carro emprestado para ir à balada; depois eles dirão que vão à praia no final de semana – e o pior: sem a gente, os pais!
E a confiança – aquela lá do início – se aplica agora aos que estão em volta de nosso bem mais precioso. Confiamos neles, porque eles realmente parecem ser confiáveis. Mas esquecemos que infelizmente são humanos, não cachorros. Os humanos sabem fingir, e muito bem.
Quero dizer que a confiança se conquista dia após dia. É o resultado das suas atitudes, dos seus exemplos, da sua maneira de encarar os fatos. Da presença e da sua imposição, a segurança na resolução das questões diárias.
Tudo exprime se somos ou não confiáveis.
Ah! E se somos humanos ou cachorros (cachorros não sabem fingir!).
Nenhum comentário:
Postar um comentário