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terça-feira, 1 de março de 2011

Ahh...se todos tivessem o Jonas...

O arquivista é um profissional que organiza, reúne, preserva, controla e fornece acesso a informação orgânica e registrada.

Arqui o que? Sagrado e tradicional ouvir essa pergunta quando falo que sou arquivista. Ou pior, a pessoa só diz "uhmm... legal" = sinal que nunca ouviu falar nisso. Obviamente, eu pergunto se conhece. E obviamente, a pessoa diz que não.

A arquivologia é tida pela sociedade de forma geral, como uma profissão metódica, monótona, chata, onde o profissional (arquivista) fica dentre as caixas e pó, atrás de uma mesa laaaaá no fundo da empresa, preferencialmente de óculos e com uma cara de que nada entende. Visão da sociedade.
Entendível, aceitável, afinal, como diz o poeta "cada um no seu quadrado". Mais aceitável ainda, porque vejo em alguns profissionais da arquivologia (na grande maioria) que eles realmente expressam isso, passam essa imagem metódica, cheia de regras... e regras como se fossem leis. Procuro banir isso da minha vida profissional, até porque não tenho esse perfil metódico. Muito ao contrário, tenho um perfil dinâmico, criativo, rápido.

E hoje (01 fevereiro de 2011) tive o prazer de ouvir meu chefe dizer em nossa reunião semanal, frente a todos colegas, a seguinte frase: "Se todos tivessem um arquivista, seria muito melhor".
Fiquei feliz em ouvir, mas concordo em parte: Ter um arquivista numa empresa, ou seja lá o que for, realmente é suuuper importante, somos profissionais capaz de gerenciar todo tipo de informação, memória, temos a sensibilidade no trato com os materias, sabemos da importância que uma simples correspondência pode ter futuramente e até no presente. Porém, não concordo que os profissionais de arquivo têm essa habilidade e desenvoltura que tenho dentro de um ambiente de trabalho. Isso não se cria na faculdade estudando arquivos, aliás, isso não se cria, se nasce!
Eu nasci dinâmico, não me foi ensinado a dinâmica. O senso organizacional que tenho e a desenvoltura com que trato as coisas, seja o que for, não são ensinamentos, e nem mesmo características de um profissional arquivista, e sim características do profissional arquivista Jonas Ferrigolo Melo. Único.

Portanto, me apropriando da frase dita esta tarde, e a corrigindo, diria o seguinte:
"Se todos tivessem o Jonas, seria muito melhor".

Modéstia parte!

2 comentários:

  1. Concordo contigo qdo dizes que a sociedade tem uma visão errada da Arquivologia, a sociedade tem uma visão errada sobre qse tudo, entao é mto válido qdo alguem se propõe a esclarecer um pouco as coisas e mostrar o real significado de ser um Arquivista, e nao ser um profissional metodico e regrado como disse no texto, ser um profissional criativo e dinamiico como tu se auto-denomina. Isso realmente faz a diferença: ser único. Parabens pelas iniciativas, isso é um bom sinal, o sinal da mudança. (belo texto, parabéns) BeijO

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  2. Jonas... depois de um texto desses não se preocupe em ser modesto! hehe

    Vc arrasa! Abraços!

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