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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Aventura Sênior em Maquiné... para sempre em nossas memórias!


O movimento escoteiro nos proporciona vivenciar momentos inesquecíveis. Por mais que o tempo passe, que os anos se vão, que os amigos daquela época partem para outros rumos, as lembranças de certos momentos ficam conosco.
Os dias 3, 4, 5 e 6 de fevereiro de 2011 ficarão para sempre nas lembranças desses que tiveram o prazer de participar de uma atividade intensa e audaciosa como essa.
Os sêniores Maicon, Gustavo, Cristina, Etiene, Angélison, Ezequel, Cristian e Pablo, a chefe Criis, os convidados Jonas (este que vos fala), Rosa, Rita e as escoteiras Amanda Floresta e Carol, o guia Amilton e por fim os idealizadores Varner, Nádia e Einar são os protagonistas dessa aventura, que se escrita daria um filme, e logicamente, de final feliz.
Foram dois dias incansáveis para a montagem da jangada, confeccionada, dentre outros materiais, principalmente de taquara, garrafas pet e arame. Entre um dia e outro, tivemos a noite, que foi tão ativa quanto qualquer outro momento dessa atividade: subimos o morro de Maquiné (960 metros acima do nível do mar). Foram aproximadamente 2 horas de subida noturna, entre paradas para beber água e para apreciação. No final, em cima do morro fomos brindados com o nascer do sol às 6 da manhã... inesquecível.
Mais um dia de montagem da jangada, este portanto seria o último, pois estávamos ansiosos para descer o rio. Concluída a jangada, fomos para os testes de carga e vela na água, que por sinal todos deram certo e provaram que a jangada produzida de maneira artesanal por jovens era estável, segura e com espaço de sobra para todos. Apenas não desceram o rio a Nadia e a Rita.
O atraso causado pela falta de material no início da montagem foi crucial neste momento, pois havíamos programado a saída para às 14 horas, e conseguimos realmente sair às 18 horas. Tendo em vista o avançado da hora, particularmente, eu estava preocupado em descer o rio a noite, mas a adrenalina e a ansiedade que nos cercavam fizeram com que esquecesse.
Em alguns momentos tínhamos que erguer a balsa em passos curtos pois o rio estava baixo e as pets encostavam nas pedras sob pena de romperem. Alguns momentos eram seremos, e tínhamos que sincronizar nossas remadas.... "rema direita...rema esquerda... rema os dois lados", sempre guiados pelo leme que era manuseado por Varner.
Na sequência, nos deparamos com um galho em nossa direção e começamos um movimento para girar a jangada para que não colidisse, mas a força da água era mais forte do que a de 10 remos, e inevitavelmente colidimos com os galhos. Eu, Jonas, como num instinto de proteção, larguei o remo e segurei os galhos com minhas mãos, os erguendo sobre minha cabeça para que não pegassem nos demais colegas da jangada. Alguns se abaixaram para não serem atingidos, e como uma família, confiamos uns nos outros, e cada um fez uma coisa para ajudar, como um instinto animal. Animal, foi o grito que o Ezequel soltou nesse momento. Achei, e desde então passei a me preocupar mais, que ele havia sido atingido pelo galho. Mas nada de grave, apenas um susto.
Até que chegamos em um ponto crítico de nossa descida (uma tomada de decisão): para onde seguir? Pela correnteza ou pela parte serena? Se pela correnteza poderíamos cair na água e/ou chegar mais rápido ao outro lado; se pela parte serena teríamos que erguer a jangada (0 que não era fácil) e demoraríamos mais tempo. Optamos pela correnteza (decisão tomada).
Mas não esperávamos que a dita correnteza era tão forte, e ainda como se não bastasse brindada com uma curva e com galhos e árvores inteiras que caíram no rio na última tempestade da região. Batemos primeiramente em um super tronco de árvore, a jangada trancou, mas conseguimos soltá-la, e novamente ela ficou presa por outros galhos submersos pela água, causando a queda de alguns tripulantes, que nada sofreram. Os demais ficaram na jangada ajudando quem precisava e tentando sair da jangada e do rio em segurança.
O interessante e bonito disso tudo é que cada escoteiro mais experiente presente ajudou quem estava a sua volta, sem se preocupar em "mudar o mundo" naquele momento, mas em simplesmente fazer a sua parte para isso.
TUDO CERTO! Saímos todos em segurança do rio, nenhum de nós gravemente ferido, apenas umas batidas nas canelas, arranhões... nada grave.
Saímos em segurança do rio e fomos para casa do guia Amilton, que estava á 10 minutos de distância e chamamos a equipe de apoio, formada pela Nádia, Rita e pelo motorista da van, o Junior (nesse momento já era noite), e seguimos para Xangri-lá.

O resultado dessa atividade não pode se expresso por apenas uma palavra, mas um conjunto delas: Emocionante... inesquecível... ESCOTISMO...

Saímos todos comentando e contando o acontecido uns para os outros, e o que mais se ouvia eram coisas boas, lembranças inesquecíveis, e nada, simplesmente nada de arrependimento.

Se faríamos novamente???? Lógico!!! (não esse ano, vamos descansar um pouco).


A LIÇÃO:
Em todos momentos de nossas vidas temos que tomar decisões, as vezes acertamos, as vezes não... as vezes são fáceis, as vezes não... Inúmeras decisões, inúmeras situações. Mas a nossa escolha sempre, eu disse SEMPRE vai ser a melhor, porque Ele, o cara lá de cima, junto com BP, está olhando por nós e nunca vai deixar nada de errado acontecer. Acredito que tudo que acontece tem um "porquê" e uma razão.

Pense: o imprevisto aconteceu de dia, próximo a casa do Amilton, estávamos seguros e com apoio próximo. E se nossa decisão tivesse sido a calmaria, e se tivéssemos continuado a decida do rio à noite? E se? Será que veríamos os galhos? Será que veríamos nossos companheiros descendo o rio? Será?

Concluo: as coisas nunca acontecem por acaso!


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