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domingo, 26 de agosto de 2012

DESCONHECENDO


DESCONHECENDO
(Jonas Ferrigolo)


Anos a fio conhecendo-nos
Longas horas de conversas
(Sem poder ver teus olhos)
Assuntos intensos, densos
Secretos
Íntimos demasiadamente

Até que pude ver
Os olhos que sempre imaginei.
Não são os mesmos que a tela
me mostrava.
Não são os mesmos
das fotos e da mente.
Tudo deixa de fazer sentido
tudo novo
pessoa nova.
Parece que nada combina
Não fecha
Não queixa
Não deixa reconhecer.

Conhecia em RGB
Queria ao vivo
Abraçar.
Tocar.
Ver-te em 3D.
Aconteceu.
E aquilo da tela
Não mais vejo
Agora é real
Acabou o virtual.

Despertou algo sem nome
Nunca vivido
Nunca comido
Nunca cheirado e sentido
Desconheci o conhecido
e conheci o desconhecido.

Escrevo devaneios
Para poder lembrar
O que minha imaginação fala
(minha mente é assim
louca
indecisa
intensa
em boas palavras
pirada
mix de pensamentos)
Lembrar do que não quero esquecer jamais
O momento em que consegui
Pular a tela do computador
Para desconhecer o que conhecia
E conhecer o que desconhecia.



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