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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Na casa da Vó



Todos temos alguma coisa que marca nossa infância... não há um Ser no mundo que não recorde de sua infância, e automaticamente associa a alguma coisa. Eu, por exemplo, associo a minha à casa da Vó.

Todos, ou quase todos finais de semana estávamos lá... os filhos da Vó (mãe, tios e tias) e meus primos. Pra gurizada, basicamente com a mesma faixa de idade, o "quartão dos fundos" era a atração da casa: um super quarto que na época era muito grande (agora não mais), acho que o quarto encolheu, com beliches que escalávamos com a maior facilidade, e grandes roupeiros, que serviam de esconderijo para as brincadeiras de "esconde-esconde" e "cabra-cega".

Em vez ou outra, o "quartão" servia também como camarim para nossos ensaios e caracterização para as apresentações na sala da TV. A platéia (vó, tios e tias) assistiam atenciosamente pelas apresentações e sempre com o sorrisso no rosto e a expressão de surpresa, por mais que os "espetáculos" se repetissem.

Logicamente, como em qualquer reunião de crianças rolavam alguns estresses: era um que reclamava que o outro não sabia brincar direito, o outro que dizia que o "um" havia lhe dado um soco, em fim... coisas que gênero. Mas logo logo estavam todos juntos mais uma vez brincando no "quartão".

Por mais que se tratasse de uma chácara, com árvores, vacas, ovelhas, muita grama, açude, e tudo o que uma chácara têm direito, me lembro sempre das brincadeiras do "quartão dos fundos", porque qualquer um pode ter um açude e grama, mas nem todos tem o privilégio que tivemos de ter um quartão para brincadeiras.

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